quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


“Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu,que quando toca,fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer     e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo”.

                               (Vinicius de Moraes, Oxford, 1938).

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